BAILA COMIGO (1981) - A abertura embalada pela música de Rita Lee denuncia uma trama envolvente, que carrega em si muita dança e ritmo - como sugere o título. No entanto, essa é apenas uma parte da história de Baila Comigo, que trazia como destaque a história da professora de dança Joana Lobato (Betty Faria) que dava aulas em uma academia de ginástica. Além disso, a trama central se fundamentava no drama de Helena (Lílian Lemmertz), que teve filhos gêmeos que foram criados longe um do outro. Esse conflito dá origem a uma das cenas mais emocionantes da teledramaturgia brasileira: o encontro dos gêmeos Quim e João Victor (ambos interpretados por Tony Ramos). (foto abaixo)
SOL DE VERÃO (1982) - A premissa da novela era bastante interessante: Rachel (Irene Ravache) é casada com Virgílio (Cecil Thiré), um bom marido que a amava e fazia todas as suas vontades. No entanto, Rachel não se sentia completamente feliz e se separa do esposo. Passa a se apaixonar por Heitor (Jardel Filho), um rude mecânico que não tinha todo o cavalheirismo e a educação de Virgílio. Apesar disso, a novela foi marcada por uma grande tragédia: a morte do ator Jardel Filho. Por causa do ocorrido, Manoel Carlos deixa a novela, que é finalizada por Lauro César Muniz. Foi também nesse trabalho que Tony Ramos emocionou o Brasil ao interpretar o surdo-mudo Abel. (foto abaixo)

FELICIDADE (1991) - Depois de passar um tempo escrevendo novelas para a Colômbia, Argentina e Peru, Manoel Carlos retorna à Rede Globo para escrever Felicidade, novela das 18h de enorme sucesso. Tendo como inspiração os oito contos do livro A morte do porta-estandarte, de Aníbal Machado, tinha como foco o amor entre Helena (Maitê Proença) e Álvaro (Tony Ramos). Porém, eles tinham vários obstáculos no caminho, como a obsessiva vilã Débora (Viviane Pasmanter). Uma das cenas mais marcantes foi o encontro de Bia (Tatiane Fontinhas Goulart), filha de Helena, com o seu pai - revelação descoberta apenas no penúltimo capítulo. (foto abaixo)

HISTÓRIA DE AMOR (1995) - Depois de Felicidade, Manoel Carlos volta à Argentina, onde escreve uma novela. Em 1995, retorna definitivamente para o Brasil e produz um dos maiores sucessos do horário das 18h: História de Amor. Por mais que tivesse uma trama leve, que combinava com o horário, trouxe uma Helena forte e que lutava por seus ideais. Era a primeira vez que Regina Duarte incorporava a personagem. Grande parte da trama centra-se no relacionamento de Helena e Joyce (Carla Marins - foto abaixo). Além disso, Helena tinha duas grandes rivais em nome do amor de Carlos Alberto (José Mayer): a jovem Paula (Carolina Ferraz) e a insana Sheila (Lília Cabral).

POR AMOR (1997) - Recordes de audiência e grandes polêmicas preenchiam a trama da novela. Contava a história de Helena (Regina Duarte), uma mãe que ama a sua filha, Eduarda (Gabriela Duarte) acima de sua própria vida e realiza um grande sacrifício por ela: oferece o seu próprio filho no lugar do filho morto de Eduarda. No decorrer da trama, Helena faz de tudo para esconder o segredo que poderia provocar uma grande revolta e incompreensão da filha. A cena da descoberta foi a mais esperada pelo público e provocou grandes emoções. (foto abaixo)

LAÇOS DE FAMÍLIA (2000) - Três anos mais tarde, Manoel Carlos realiza aquela que pode ser considerada a sua maior obra-prima na televisão brasileira: Laços de Família. A trama principal arrebatou o Brasil de uma forma como poucas novelas conseguiram. Trazia a história de Helena (Vera Fischer), que se apaixona por Edu (Reynaldo Gianechinni), um homem mais de 20 anos mais novo que ela. No entanto, Camila (Carolina Dieckman), sua filha, acaba se apaixonando por Edu e Helena cede o seu amor. No final da trama, engravida para salvar a filha da leucemia. Sem dúvida alguma, a cena mais memorável da novela foi quando Camila resolver raspar a cabeça, ao som de Love by Grace, de Lara Fabian. (foto abaixo)

MULHERES APAIXONADAS (2003) - Dessa vez, Helena (Christiane Torloni) reencontrava um antigo amor, César (José Mayer), após terminar um longo relacionamento com Téo (Tony Ramos). Ao contrário das outras novelas, foram as tramas secundárias que mobilizaram o público. Muita gente ainda se lembra do amor possessivo de Heloísa (Giulia Gam) a Sérgio (Marcelo Antony) e do relacionamento conturbado entre Marcos (Dan Stulbach - foto abaixo) e Raquel (Helena Ranaldi), que apanhava do marido com uma raquete.

PÁGINAS DA VIDA (2006) - Os primeiros capítulos da novela tiveram recordes de audiência, com cerca de 48 de média, ao narrar a história de Nanda (Fernanda Vasconcellos - foto abaixo). Uma jovem que vai para Amsterdã estudar e acaba engravidando. Ao retornar ao Brasil, é repudiada pela mãe, Marta (Lília Cabral) e sofre um grave acidente e morre ao dar a luz aos seus filhos, Clara e Francisco. Ao descobrir que Clara é portadora de síndrome de Down, Marta entrega a neta à adoção. Diante disso, Helena (Regina Duarte) adota a menina e assume para si grandes dilemas e conflitos que irá viver até o término da trama. Pela impecável interpretação de Lília Cabral como Marta, a atriz foi indicada ao Emmy, o Oscar da televisão americana.