quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A VERDADEIRA FACE DE BOBA FETT

O Entrevendo conheceu o ator Jeremy Bulloch, que interpretou Boba Fett na trilogia clássica de Star Wars


O ator Jeremy Bulloch foi o ilustre convidado da JediCon 2009, a convenção que reúne fãs da saga espacial Star Wars (Guerra nas Estrelas) e distribuiu autógrafos e simpatia a todos que passaram pelo evento, realizado no último sábado, dia 14. Além disso, também foi entrevistado pelo Conselho Jedi SP e contou sobre a sua vida pessoal, sua trajetória no cinema e sua participação na saga espacial mais famosa do cinema.

Jeremy Bulloch tem 50 anos de carreira e, por mais que seja mais conhecido por ter interpretado Boba Fett, também já participou de produções como 007 - O Espião que me Amava (1977) e 007 contra Octopussy (1983) na pele do Smithers, assistente de James Bond, além de aparições em seriados como Law and Order. Contracenou ao lado de grandes atores, como o comediante Peter Sellers, o qual ele diz ter sido "a pessoa mais engraçada com quem trabalhou". Nos últimos anos, vem circulando pelo mundo em feiras e exposições sobre Star Wars, e agora chegou a vez de o Brasil recebê-lo.

Uma de suas maiores paixões é o futebol. Logo que chegou em São Paulo, visitou o Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu. Lembra que mesmo tendo começado a atuar ainda muito cedo, sempre reservava os sábados e domingos para jogar bola.

Para quem não se lembra, Boba Fett é o caçador de recompensas que prende Han Solo (Harrison Ford) e faz com que ele seja carbonizado, a mando de Darth Vader (David Prowse). Com o passar do tempo, Fett acabou angariando popularidade e impulsionou George Lucas a contar as origens do bandido na trilogia nova. "O personagem só cresceu com o tempo e ganhou uma nova dimensão e importância no universo de Star Wars", afirma Bulloch. Prova disso é que, no Episódio 2 - O Ataque dos Clones (2002), foi mostrada as origens de Boba Fett, que é um dos clones de Jango Fett , modelo para o exército de clones.

Desde que apareceu pela primeira vez no Episódio 5 - O Império Contra-Ataca, lembra que também foi motivo de piadas, inclusive por causa do próprio capacete que usava. Certa vez, um de seus filhos chegou a dizer que o seu pai "pôs um balde na cabeça para ficar famoso". No entanto, reconhece que a participação na saga de George Lucas fez com que ele fosse amado por uma legião de fãs em todos os cantos do planeta. "Eu nunca sonhei em vir ao Brasil", expõe.

"Han Solo é o segundo personagem mais perigoso da saga, o primeiro é Boba Fett", confessa em meio a aplausos da platéia da JediCon. Com muita irreverência, conduziu a entrevista e revela qu não havia segredo para desempenhar o papel do caçador de recompensas. "Eu não praticava exercícios, pois trabalhava muito. Fazer peça de teatro e jogar futebol me deixava preparado", conclui.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NOVIDADES EM NOVEMBRO

Depois de mais de 1 mês sem atualizações, o blog retorna com grandes coberturas e entrevistas


Após um período sem atualizações, o portal volta reformulado e cheio de novos conteúdos. A partir de novembro, o Entrevendo irá trazer a cobertura de grandes eventos que ocorreram nos meses de setembro e outubro, além de entrevistas com nomes importantes do cenário nacional. Confira as novidades:

CINEVIDEOCAST - Depois do sucesso da primeira edição sobre Steven Spielberg, vem aí novos cinevideocasts sobre grandes cineastas, como Alfred Hitchcock e Robert Zemeckis e filmes importantes, como ...E o Vento Levou.

ENTREVISTAS - O crítico de cinema Cássio Starling Carlos (da Folha de S.Paulo), o fotógrafo Hélio Campos Mello e Luiz Galebe (do ShopTour) são alguns dos nomes de destaque aqui no Entrevendo.



COBERTURAS EXCLUSIVAS - O Entrevendo estará na estréia de "This is It", o documentário com as últimas imagens de Michael Jackson, e também na JediCon São Paulo 2009. Além disso, os bastidores do lançamento do livro do Tuta, da Jovem Pan, "Ninguém Faz Sucesso Sozinho", realizado no dia 21 de setembro.


...e muitas outras surpresas. Tudo isso aqui no Entrevendo, o seu canal de notícia e entretenimento!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MANOEL CARLOS ESTÁ DE VOLTA

Com mais de 50 anos de carreira e mais de 20 novelas, Manoel Carlos é autor da próxima novela das oito, "Viver a Vida"


Ele foi o criador de cenas antológicas da história da teledramaturgia brasileira. Desde a polêmica cena da troca de bebês em Por Amor (1997) a Carolina Dieckman com o cabelo sendo raspado em Laços de Família (2000). Agora, Manoel Carlos está de volta e promete grandes emoções com sua nova novela, Viver a Vida, que traz a primeira protagonista negra da novela das oito, interpretada por Taís Araújo.

AS HELENAS

Muitos se perguntam o motivo pelo qual Manoel Carlos sempre nomeia suas protagonistas de Helena. O próprio autor já chegou a revelar que, para ele, esse nome tem um certo poder. Sua primeira novela se chamava Helenna, a partir da adaptação de uma obra de Machado de Assis, e grandes heroínas da história tiveram esse nome, como a Helena de Tróia. Acompanhe abaixo a trajetória das Helenas nas tramas do "Maneco":


LILIAN LEMMERTZ - A primeira Helena surgiu na novela Baila Comigo, de 1981. Como as outras, já sofria dilemas familiares. Escondia o segredo de que tivera gêmeos, o que faz com que seu filho, Quinzinho (Tony Ramos) tente compreender as aflições da mãe quando fica próximo de João Victor (também Tony Ramos), seu irmão gêmeo.


MAITÊ PROENÇA - Em Felicidade (1991), Maitê interpretou uma Helena jovem, que lutava contra o amor obsessivo de Débora, interpretada por Viviane Pasmanter. Além disso, esconde de sua filha quem é o seu verdadeiro pai, enfrentando a difícil tarefa de criá-la sozinha e esquecer o seu antigo amor, Álvaro (Tony Ramos).


REGINA DUARTE - A eterna "namoradinha do Brasil" já teve a honra de interpretar a personagem 3 vezes. Em História de Amor (1995) e em Por Amor (1997), guardou grandes segredos de suas filhas. E, quase dez anos depois, voltou na pele da personagem em Páginas da Vida (2006), uma mulher que tem de enfrentar o preconceito da sociedade por ter adotado uma criança portadora de síndrome de down.

VERA FISCHER - A atriz viveu uma das protagonistas mais marcantes da história da televisão brasileira. A Helena de Laços de Família (2000) fez grandes renúncias em nome do amor pela filha, Camila (Carolina Dieckman). Primeiro, entrega o seu namorado, Edu (Reynaldo Gianechinni), à filha e, mais tarde, engravida novamente para salvar Camila do câncer.

CHRISTIANE TORLONI - Uma das Helenas mais fracas de todas as tramas de Manoel Carlos. Sofre um grande dilema com o filho, Lucas (Victor Curgula), que foi adotado por ela sem saber que ele era fruto de uma relação do ex-marido Téo (Tony Ramos) com uma amante. E, além disso, auxilia as irmãs Heloísa (Giullia Gam) e Hilda (Maria Padilha) nos problemas familiares.


TAÍS ARAÚJO - A nova Helena é diferente de todas as outras. É jovem, não tem filhos e é negra. Com certeza, a personagem já é um grande marco na teledramaturgia brasileira por ser a primeira protagonista negra de uma novela das oito. No entanto, os elementos que já são marcas de Manoel Carlos, como o Leblon e os conflitos familiares continuam presentes em Viver a Vida.



AS PRINCIPAIS NOVELAS


BAILA COMIGO (1981) - A abertura embalada pela música de Rita Lee denuncia uma trama envolvente, que carrega em si muita dança e ritmo - como sugere o título. No entanto, essa é apenas uma parte da história de Baila Comigo, que trazia como destaque a história da professora de dança Joana Lobato (Betty Faria) que dava aulas em uma academia de ginástica. Além disso, a trama central se fundamentava no drama de Helena (Lílian Lemmertz), que teve filhos gêmeos que foram criados longe um do outro. Esse conflito dá origem a uma das cenas mais emocionantes da teledramaturgia brasileira: o encontro dos gêmeos Quim e João Victor (ambos interpretados por Tony Ramos). (foto abaixo)


SOL DE VERÃO (1982) - A premissa da novela era bastante interessante: Rachel (Irene Ravache) é casada com Virgílio (Cecil Thiré), um bom marido que a amava e fazia todas as suas vontades. No entanto, Rachel não se sentia completamente feliz e se separa do esposo. Passa a se apaixonar por Heitor (Jardel Filho), um rude mecânico que não tinha todo o cavalheirismo e a educação de Virgílio. Apesar disso, a novela foi marcada por uma grande tragédia: a morte do ator Jardel Filho. Por causa do ocorrido, Manoel Carlos deixa a novela, que é finalizada por Lauro César Muniz. Foi também nesse trabalho que Tony Ramos emocionou o Brasil ao interpretar o surdo-mudo Abel. (foto abaixo)


FELICIDADE (1991) - Depois de passar um tempo escrevendo novelas para a Colômbia, Argentina e Peru, Manoel Carlos retorna à Rede Globo para escrever Felicidade, novela das 18h de enorme sucesso. Tendo como inspiração os oito contos do livro A morte do porta-estandarte, de Aníbal Machado, tinha como foco o amor entre Helena (Maitê Proença) e Álvaro (Tony Ramos). Porém, eles tinham vários obstáculos no caminho, como a obsessiva vilã Débora (Viviane Pasmanter). Uma das cenas mais marcantes foi o encontro de Bia (Tatiane Fontinhas Goulart), filha de Helena, com o seu pai - revelação descoberta apenas no penúltimo capítulo. (foto abaixo)


HISTÓRIA DE AMOR (1995) - Depois de Felicidade, Manoel Carlos volta à Argentina, onde escreve uma novela. Em 1995, retorna definitivamente para o Brasil e produz um dos maiores sucessos do horário das 18h: História de Amor. Por mais que tivesse uma trama leve, que combinava com o horário, trouxe uma Helena forte e que lutava por seus ideais. Era a primeira vez que Regina Duarte incorporava a personagem. Grande parte da trama centra-se no relacionamento de Helena e Joyce (Carla Marins - foto abaixo). Além disso, Helena tinha duas grandes rivais em nome do amor de Carlos Alberto (José Mayer): a jovem Paula (Carolina Ferraz) e a insana Sheila (Lília Cabral).


POR AMOR (1997) - Recordes de audiência e grandes polêmicas preenchiam a trama da novela. Contava a história de Helena (Regina Duarte), uma mãe que ama a sua filha, Eduarda (Gabriela Duarte) acima de sua própria vida e realiza um grande sacrifício por ela: oferece o seu próprio filho no lugar do filho morto de Eduarda. No decorrer da trama, Helena faz de tudo para esconder o segredo que poderia provocar uma grande revolta e incompreensão da filha. A cena da descoberta foi a mais esperada pelo público e provocou grandes emoções. (foto abaixo)



LAÇOS DE FAMÍLIA (2000) - Três anos mais tarde, Manoel Carlos realiza aquela que pode ser considerada a sua maior obra-prima na televisão brasileira: Laços de Família. A trama principal arrebatou o Brasil de uma forma como poucas novelas conseguiram. Trazia a história de Helena (Vera Fischer), que se apaixona por Edu (Reynaldo Gianechinni), um homem mais de 20 anos mais novo que ela. No entanto, Camila (Carolina Dieckman), sua filha, acaba se apaixonando por Edu e Helena cede o seu amor. No final da trama, engravida para salvar a filha da leucemia. Sem dúvida alguma, a cena mais memorável da novela foi quando Camila resolver raspar a cabeça, ao som de Love by Grace, de Lara Fabian. (foto abaixo)


MULHERES APAIXONADAS (2003) - Dessa vez, Helena (Christiane Torloni) reencontrava um antigo amor, César (José Mayer), após terminar um longo relacionamento com Téo (Tony Ramos). Ao contrário das outras novelas, foram as tramas secundárias que mobilizaram o público. Muita gente ainda se lembra do amor possessivo de Heloísa (Giulia Gam) a Sérgio (Marcelo Antony) e do relacionamento conturbado entre Marcos (Dan Stulbach - foto abaixo) e Raquel (Helena Ranaldi), que apanhava do marido com uma raquete.


PÁGINAS DA VIDA (2006) - Os primeiros capítulos da novela tiveram recordes de audiência, com cerca de 48 de média, ao narrar a história de Nanda (Fernanda Vasconcellos - foto abaixo). Uma jovem que vai para Amsterdã estudar e acaba engravidando. Ao retornar ao Brasil, é repudiada pela mãe, Marta (Lília Cabral) e sofre um grave acidente e morre ao dar a luz aos seus filhos, Clara e Francisco. Ao descobrir que Clara é portadora de síndrome de Down, Marta entrega a neta à adoção. Diante disso, Helena (Regina Duarte) adota a menina e assume para si grandes dilemas e conflitos que irá viver até o término da trama. Pela impecável interpretação de Lília Cabral como Marta, a atriz foi indicada ao Emmy, o Oscar da televisão americana.